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andar por fora ...

Há pequenos instantes de vida que preenchem o momento. O instante foge. Eternizam-se ou passam despercebidos. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.

03
Fev12

Memórias do campo

Lavradas, sementeiras e ceifas das gentes limianas.

 

 

  

                                                                                                                                                    (Escultor Salvador Vieira)

 

 

 

"Lides tão lindas que não vemos mais
Desde a invasão dos tractores
Hoje os bois bocejam nos currais
Apodrecem arados e apeiros tais
Vão morrendo os honrados lavradores..."

(Poema Saudade, Cláudio Lima )

  

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Ponte de Lima

Janeiro '12

02
Fev12

O instante que passa

Espelho d'água reflete a paisagem no rio azul.

 

 

 

 

  

 

 

"Olhos bem abertos, percorro a paisagem
E guardo o que vejo, para sempre, uma clara imagem
Um manto imenso de água, um pingo move o mundo,
Corrente forte exacta, de um azul quase profundo,

Um sopro de ar, faz girar, o mundo melhor,
Raio de sol, luz maior, para partilhar,
O espelho nunca mente, fiel como ninguém,
Faz da vida, paixão energia, que toca sempre mais alguém..."

(Espelho De Água, Paulo Gonzo)

 

 

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Ponte de Lima

Janeiro '12

01
Fev12

Uma "história" no Rio Lima

A  velha lenda do Rio Lima.

 

 

 

     Era uma vez um rio. Nascera, sem pressa, entre espessas penhas, numa serra galega, e, sem pressa, foi descendo um vale ameno, bordado de salgueiros e veigas viridentes, avistado, débil pela distância, dos altos montes revestidos de pinheirais, e onde, nos cimos, se abrigavam o refúgio e a agressividade de velhos castros.
     Era azul e liso. Não tinha nome, ainda.
     O povo que lhe usava as águas, para a rega, a pesca e a sede, era rude, selvagem, mal sabendo talhar na pedra o machado da lenha; a faca lascada para dilacerar a rês, destinada ao fulgor das brasas; a ponta de lança para a defesa e o ataque contra a violência que lhe roubava o gado e lhe raptava a mulher.
Pela calma do entardecer, a tingir de vermelho os céus do mar próximo, o pastor, recoberto de peles de fera, conduzia os rebanhos até às areias finas das margens, a beberem frescura na limpidez do rio, longa, longamente...
     Mas esta paz de paraíso não tardou a ser perturbada pelo passo duro e cadenciado do soldado estranho.
     A Roma imperial enviara as suas legiões aos campos agrestes da Ibéria, vencendo batalhas, edificando estradas lajeadas, as pontes, os aquedutos, as muralhas guerreiras, os templos para os deuses, os anfiteatros e as arenas para os prazeres da arte e do desporto. Elas invadiam, implacáveis, o bucolismo da paisagem doce, empunhando a agudeza da lança e o escudo de coiro lavrado, entre o arruído dos pesados carroções e o tropear febril dos cavalos.
     E, um dia, eis que o arreganho destas legiões chega junto à margem sul do rio de que vos falo, com seus pendões rubros, constelados de águias, sacudidos por uma brisa mansa. E estaca, rendido, deslumbrado! 

No arrebatamento da visão, toda a soldadesca excitada supõe estar diante daquele rio Lethes, o Rio do Esquecimento, um rio sem par de que lhe falavam as lendas e as narrativas do seu país.
     E do Esquecimento, porquê?
     Porque se dizia que quem ousasse atravessá-lo, enfeitiçado pela sua beleza, logo esqueceria a pátria, a família, o próprio nome.
     Tomado de pavor pelos avisos desta condenação, todo o exército se recusou a mergulhar, naquelas águas encantadas, a poeira das sandálias, obrigadas a calcar o vau da passagem que o levaria, sem perigo, à margem oposta.
     Em vão os comandantes lhe davam ordem de avançar. Em vão o chefe supremo, Décio Júnio Bruto, lhe ameaçou a desobediência com a prisão e a morte.
     Ninguém se movia dali, paralisado pela emoção e pelo medo. Mas Décio Júnio Bruto teve uma decisão feliz. Apeando-se do seu ginete, atravessou, lento, as águas feiticeiras, com o escudo a proteger-lhe a cabeça, a curta espada desembainhada na firmeza da mão.
     E, mal atingiu o areal da margem direita, vencendo o rumorejar do arvoredo, o gorjeio mavioso dos rouxinóis, começou a bradar pelos seus homens, hirtos, perfilados à sua frente, como estátuas estáticas, proferindo, de cada um deles, o nome exacto, sem revelar esforço de memória.
     Só desta forma convenceu os seus soldados que, afinal, o rio que lhes corria aos pés não era o Lethes do esquecimento, apesar da sua beleza, apesar do seu fascínio.
     Então, todo o exército atravessou, sem hesitar, as águas claras e brandas, e seguiu para novas paisagens, novos montes e vales, novos rios, embora nenhum deles tão deslumbrante.
     E aquele rio que, por um momento de paixão e de temor, fora baptizado de Lethes, continuou a correr, sem pressa, até ao desenlace da foz. O rio tem, hoje, o nome de Lima.
     E, tal como outrora, ei-lo que fascina, pela sua beleza, quem dele se abeira, lhe escuta o leve fluir, já ladeado, agora, pela riqueza e nobreza das igrejas e santuários milagreiros; pelos escuros solares armoriados e a brancura alegre dos casais; pelo bulício de antigas povoações com suas elegantes pontes arqueadas sobre barcos pesqueiros; e, por todo o horizonte, as torres, os pelourinhos, s cruzes...
     Rio do Esquecimento?
     Não.
     Rio da Lembrança.
     Lembrança viva destas terras amoráveis, por onde desliza e que parece beijar.
(Lenda tirada do lendarium.org)

 

 

 

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Ponte de Lima

Janeiro '12

31
Jan12

Rio Lima

 

  

 

 

 

O rio Lima (em galego Limia) é um rio internacional que nasce a uma altitude de 975 m no monte Talariño, na província de Ourense, na Galiza, Espanha. Entra em Portugal, próximo do Lindoso e passa por Ponte da Barca e Ponte de Lima, até desaguar no Oceano Atlântico junto a Viana do Castelo, após percorrer um total de 135 quilómetros.

(Fonte: Wikipédia)

 

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Ponte de Lima

Janeiro '12

30
Jan12

Terra de História

Ponte de Lima - A Vila Mais Antiga de Portugal.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ponte de Lima é considerada a vila mais antiga de Portugal e foi fundada no século XII pela Rainha D. Teresa. O seu nome tem origem na velha ponte romana sobre o rio Lima que dá acesso à vila que podia ser cidade mas não quer. Em pleno coração do vale do lima é uma vila bonita e acolhedora. O seu romantismo, encanto e património histórico convida-nos para muitos e bonitos passeios.

 

 

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Ponte de Lima

Janeiro '12

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