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andar por fora

Há pequenos instantes na vida que preenchem o momento. É preciso recomeçar a viagem. Sempre!

Há pequenos instantes na vida que preenchem o momento. É preciso recomeçar a viagem. Sempre!

andar por fora

15
Mai20

como os sonhos

sonia'g

0238 Retro skeleton key on burlap jute open woven fabric

 

De tudo aquilo restou-me um esquecimento
como um perfume transparente e vago.
E assim posso dizer que o respiro
como a um perfume.

 

De tudo aquilo restou-me um vazio
como um verso, de súbito, esquecido.
E assim talvez de repente o recorde
como a uns versos.

 

De tudo aquilo restou-me uma lua
secreta, lentamente evaporada.
E assim é possível que uma tarde volte
como a lua.

 

De tudo aquilo restaram-me sonhos,
sonhos, sonhos, que o tempo esfuma
E já não sei se aquilo foi sequer
como os sonhos.

 

Eduardo Carranza

 

foto | maio'20

06
Mai20

sapiência

sonia'g

DSC05838

 


A vida, ela mesma, fica um pouco mais além das coisas que falamos sobre ela.
A vida é muito mais que a ciência.
"Ciência é uma coisa entre outras, que empregamos na aventura de viver, que é a única coisa que importa.
É por isto, além da ciência, é preciso a “sapiência”, ciência saborosa, que tem a ver com a arte de viver. Porque toda a ciência seria inútil se, por detrás de tudo aquilo que faz os homens conhecer, eles não se tornassem mais sábios, mais tolerantes, mais mansos, mais felizes, mais bonitos...

Rubem Alves

 

foto | fique em casa | maio'20

23
Abr20

cada livro uma alma

sonia'g

0

 

Cada livro, cada volume que você vê, tem alma. A alma de quem o escreveu, e a alma dos que o leram, que viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro troca de mãos, cada vez que alguém passa os olhos pelas suas páginas, seu espírito cresce e a pessoa se fortalece.

Carlos Ruiz Zafón - A Sombra do Vento

foto | fique em casa* | abril'20

*e já lá vão 40 dias ❤

 

21
Abr20

o som do silêncio

sonia'g

2

 

Os lugares que frequentamos e as pessoas que estão à nossa volta vão ficando invisíveis com o passar do tempo. Aos poucos, nossa atenção encontra novos alvos e a paisagem some, como somem os rostos e a realidade particular de cada um, até que não reste quase nada. E, no entanto, estão todos vivos a nosso lado, e o sol se põe de um modo que um dia nos pareceu tão bonito, e aquela mulher canta de um jeito que antes nos fascinava tanto. Esse mundo querido ficou invisível para nós porque nos acostumamos com ele – e acostumar-se quer dizer não mais notar, não ouvir e talvez amar um pouco menos. Mas toda a beleza perdida aparece outra vez quando abrimos os olhos e vemos tudo de novo – como da primeira vez.

Luiz Carlos Lisboa, “O som do silêncio”

 

foto | fique em casa* | abril'20

*e já lá vão 38 dias ❤

 

30
Abr19

muralhas de castelo

sonia'g

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Os muros de solidão que crescem em torno de nós, sempre que desistimos de ter fé, são como muralhas de castelo que nos impossibilitam de ser o que realmente somos, que impedem que o nosso amor chegue aos outros ... abortando-nos.


José Luís Nunes Martins

 

foto | Porto | março'19

12
Fev18

mostra-me antes pedras

sonia'g

Éfeso

 

Não me mostre nenhum norte

 

Não me mostres nenhum norte
nem estradas para lá:
são tudo embustes.

 

Mostra-me antes pedras, folhas mortas
de Outono atapetando o chão das matas,
voos de libelinha rasando o sol poente,
cândidas risadas infantis.

 

Quero eu dizer: mostra-me coisas
daquelas que se corrompem sem pressa.

 

António Manuel Pires Cabral

 

foto | Éfeso | agosto'17

11
Fev18

dentro de uma casa vazia

sonia'g

fotos  Acrópole de Atenas  agosto'17_5

 


Poema nenhum, nunca mais,
será um acontecimento:
escrevemos cada vez mais
para um mundo cada vez menos,

 

para esse público dos ermos
composto apenas de nós mesmos,

 

uns joões batistas a pregar
para as dobras de suas túnicas
seu deserto particular,

 

ou cães latindo, noite e dia,
dentro de uma casa vazia.

 

Alberto da Cunha Melo

 

foto | Acrópole de Atenas | agosto'17

10
Fev18

a caverna

sonia'g

Éfeso_2

 

 

Retive-me numa caverna onde, não encontrando nenhuma conversa que me distraísse, e não tendo, aliás felizmente, nenhuma preocupação nem paixão que me perturbasse, ficava o dia inteiro sozinho fechado num cômodo aquecido, onde tinha bastante tempo disponível para entreter-me com meus pensamentos.

 

René Descartes

 

foto | Éfeso | agosto'17

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