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andar por fora ...

Há pequenos instantes de vida que preenchem o momento. O instante foge. Eternizam-se ou passam despercebidos. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.

27
Mar19

nuvens correndo (num rio) onde vão parar?

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Nuvens correndo num rio
Quem sabe onde vão parar?
Fantasma do meu navio
Não corras, vai devagar!

 

Vais por caminhos de bruma
Que são caminhos de olvido.
Não queiras, ó meu navio,
Ser um navio perdido.

 

Sonhos içados ao vento
Querem estrelas varejar!
Velas do meu pensamento
Aonde me quereis levar?

 

Não corras, ó meu navio
Navega mais devagar,
Que nuvens correndo em rio,
Quem sabe onde vão parar?

 

Que este destino em que venho
É uma troça tão triste;
Um navio que não tenho
Num rio que não existe.

 

Natália Correia

 

foto | Porto | março'19

21
Mar17

uma visita ao nordeste transmontano

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No último fim de semana de inverno o sol reinou e as temperaturas quase de verão fizeram as delicias de uma família pelo nordeste trasmontano.

 

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 Como o Dia do Pai era ao Domingo resolvi surpreender o meu Pai levando-o às suas origens.

 

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 A primeira paragem foi na princesa do Tua...

 

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 ... e rainha da alheira...

 

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 ...Mirandela pois claro.

 

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 Almoçamos no Restaurante "A Adega", um excelente restaurante típico.

 

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Como o sol convidava a praia, e ainda não conhecia a famosa Albufeira do Azibo, pareceu-me o dia perfeito para fazer uma visita às suas praias.

 

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 O local é mesmo encantador e a temperatura até convidava a um mergulho, mas não tinha biquíni 

 

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 Uma breve pausa em Alfândega da Fé para refrescar e descansar um pouco. 

 

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 Chegamos à Quinta da Terrincha a meio da tarde. Já é um espaço familiar que não nos cansamos de repetir, onde tudo é fantástico e especial: o ambiente, as pessoas, a quinta, as casas, é mesmo impossível não gostar.

 

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 Surpreendeu e superou as nossas expectativas na primeira visita e ainda surpreende a cada nova visita.

 

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Jantamos no Restaurante "Canto da Terrinha , que agora não é explorado pela Quinta, mas a comida continua boa.

 

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 A manhã de Domingo foi dedicada ao descanso quase absoluto.

 

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 Perto da hora de almoço subimos para a aldeia, que fica a meia hora da quinta, para almoçarmos com a família.

 

DSC03483.JPGO resto do dia foi de visita à aldeia e à família.

 

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 Tentei arranjar um novo amigo...

 

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 ... mas não fui bem sucedida.

 

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 Ao final do dia regressei a casa de alma revigorada.

 

fotos | março'17

30
Jan17

rio da minha vida

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Sinto no murmurar das águas
deste rio da minha vida,
onde navegávamos na mansidão do luar
e rejubilávamos na alegria da juventude,
as melodias da felicidade,
acariciadas pela brisa daquele tempo,
de palmeiras verdes de esperança,
onde as brumas da incerteza não existiam!

 

E agora, contemplando o caudal deste rio
ressequido por este tempo que se faz presente
sufoco o choro de lágrimas da nostalgia,
que me aperta o peito, na dor feita saudade!
E aqui estou, sentado, nas areias que margeiam
este rio cansado, pelas mágoas do seu percurso,
esperando nova brisa que me sopre forças,
para continuar a navegar neste leito seco
e chegar ao remanso da minha tranquilidade!

 

Anseio por novos rios, num tempo
que se faça fértil e de águas calmas,
navegue por entre campos floridos,
ao som melodioso dos chilreios
de aves encantadas,
de cores garridas da paixão,
ao encontro de um novo viver.

 

José Carlos Moutinho

 

foto | Rio Douro | outubro'12

30
Nov16

viagem pelo Douro

 

 

  

À noitinha
lançávamos a âncora para as nuvens
por proposta minha
ou encalhávamos o barco
nas areias
do Douro.
Enquanto as Dourodeias
vinham ao de cimo
brincar nos reflexos das águas
com olhos de limo,
cabelos de algas,
despenteios de espuma trazida do mar.

 

Eram ao mesmo tempo
mulheres, peixes, aves e frio
que nadavam no luar
e voavam no fundo do rio.


José Gomes Ferreira

 

 

 

♥ FOTOS | Cruzeiro Rio Douro | setembro'10 ♥

16
Nov16

a estrela de pedra

Almeida

 

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No Planalto das Mesas e pelas Portas de São Francisco entramos no cenário de lutas, batalhas, cercos e traições, que caracterizaram as disputas do território nacional.

 

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Concelho do nordeste do distrito da Guarda apresenta uma riqueza histórico-patrimonial notável.

 

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A Fortaleza de Almeida, enquadrada num estilo maneirista-barroco, é um dos maiores expoentes da arquitectura militar abaluartada em Portugal. Em cantaria e de planta hexagonal quase regular, é recortada por reentrâncias e saliências angulares que obedeciam aos princípios estabelecidos de enfiamento e cruzamento de tiro da táctica do século XVII e XVIII.

 

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Neste concelho a presença humana está atestada desde as épocas mais recuadas (vestígios Paleolíticos, castros da Idade do Bronze e Ferro e presença romana).

 

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Para uns, Almeida deriva da palavra árabe Al Meda ou Talmeyda, que significava mesa. Para outros, o topónimo deriva da palavra Atmeidan, que significava campo ou lugar de corrida de cavalos.

 

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Qualquer época do ano é propícia à visita da vila que oferece paisagens magníficas sobretudo na época das amendoeiras em flor.

 

Textos do livro "Carta do Lazer das Aldeias Históricas"

♥ FOTOS | Almeida | fevereiro'09 ♥

01
Ago16

ilusão d'ouro

 

 

 

A paisagem do Douro é lindíssima, não é apenas um cenário mas uma herança que reflete a nossa identidade.
Mas a região não é apenas o Douro Vinhateiro e infelizmente quando se começa a sair da região Património Mundial o cenário já não é o mesmo. Com o passar dos anos, silenciosamente, a deserção vai-se instalando. São muitos os que emigram na busca de uma vida melhor. Os que ficam envelhecem e as forças são cada vez menores para trabalhar nas íngremes encostas. Aos poucos o abandono apodera-se da paisagem. Onde antes reinavam olivais, amendoais, hortas verdejantes, gado a pastar, campos repletos de cereais começa a predominar o baldio. As aldeias ficam desertas e anseiam pelos meses de Verão para se encherem de emigrantes que regressam às suas origens. Nesta época as aldeias renascem, enchem-se de vida. Fazem-se festas, arraiais e bailaricos. Mas terminado o mês de agosto as aldeias ficam novamente isoladas no tempo e no espaço. 

 

 ♥ fotos | Alagoa ♥

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