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andar por fora ...

Há pequenos instantes de vida que preenchem o momento. O instante foge. Eternizam-se ou passam despercebidos. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.

10
Out17

os soldados Evzones em Atenas

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Em frente ao Parlamento de Atenas, todos os dias de hora em hora, é feita a troca da guarda presidencial.

 

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Os Evzones, é o nome das unidades de elite da infantaria do exército grego. Hoje, ele se refere aos membros da Guarda Presidencial, uma unidade de elite cerimonial que guarda o túmulo grego do Soldado Desconhecido, a Mansão Presidencial e o portão do quartel dos Evzones em Atenas. Os Evzones são conhecidos também, coloquialmente, como Tsoliades. Os Evzones foram estabelecidos oficialmente pelo Rei Otto Grécia em suas aparições oficiais.

 

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Embora a Guarda Presidencial é uma unidade predominantemente cerimonial, todos os Evzones são voluntários do Exército, Infantaria, Artilharia e Corpo blindado. Evzones potencial são normalmente identificados nos centros de treinamento de recrutas do Exército durante o treinamento básico; há uma exigência mínima de altura de 1,86m para participar.

 

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A unidade é famosa em todo o mundo pelo seu tradicional uniforme, que evoluiu a partir das roupas usadas pelos que combateram a ocupação otomana da Grécia. O item mais visível desse uniforme é a fustanella, uma peça de roupa como um kilt. Sua bravura e vestimenta peculiar transformou-os em uma imagem popular do soldado grego, especialmente entre os estrangeiros.

 

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Através da história os batalhões de Evzones tornaram-se símbolos de bravura para o povo grego. Hoje em dia, os Evzones, chamados soldados da Guarda Presidencial, realizam missões simbólicas, protegendo o “Syntagma” (a Casa do Parlamento grego) e a casa do presidente.

in Turismo Grécia

fotos | Atenas | agosto'17 

11
Set17

as ruínas de uma das maravilhas do mundo antigo

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Deixo aqui o meu resumo do belo passeio pelas ruínas da fantástica cidade de Éfeso, situada na Turquia. Uma cidade que no mundo antigo foi um grande centro comercial e cultural.

 

 

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 Construída e reconstruida cinco vezes entre terremotos, incêndios e conquistas, as ruínas da cidade que hoje se encontram no local datam principalmente dos anos Romanos. E foi precisamente sob o domínio romano que Éfeso foi o porto mais importante do Egeu tornando-se a segunda cidade mais importante do Império, depois de Roma. O monumento mais celebre da cidade foi o grande Templo de Artemis,  uma das sete maravilhas do mundo antigo que foi várias vezes destruído e reconstruido. Éfeso foi também importante na história do inicio do Cristianismo devido às pregações dos apóstolos Paulo e João que utilizaram Éfeso como o principal lugar para expandir o Cristianismo.

 

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 Entre as muitas ruínas encontramos em Éfeso construções extraordinariamente preservadas como: 

 

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  A  magnífica Biblioteca de Celso, cuja fachada encontra-se muito bem preservada.

 

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 O imponente anfiteatro.

  

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 O Ágora que era o centro comercial de Éfeso. 

 

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 As antigas romanas latrinas públicas coletivas. 

 

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 A fonte de Trajano.

 

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 O portão de Adriano. 

 

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 O Teatro Helenístico.  

 

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 A estátua da Deusa Grega Nike, a Deusa do Triunfo, que inspirou a criação do logótipo da Nike.

 

 

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As casas das famílias mais ricas.

 

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 Os vestígios do sistema de encanamento. A cidade de Éfeso teve o primeiro sistema de água encanada que se conhece do mundo.

 

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 O Templo Imperial.

 

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  A Avenida Curetes feita principalmente de mármore e ladeada de colunas e estátuas.

 

 

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A rua que vai ao porto de Éfeso.

 

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 A porta da cidade.

 

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 O portal monumental.

 

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 E as escavações continuam pois ainda há muito para se conhecer.

 

 

fotos | Éfeso | agosto'17

27
Jun17

a lenda da barba dourada

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Igreja românica de Santa María das Areas na aldeia de Finisterra.

 

 

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No seu interior é venerada a imagem do Cristo da Barba Dourada.

 

 

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Segundo a lenda, no final do século XII durante uma tempestade, por dificuldades de navegação, uma embarcação desfez-se de uma caixa para se salvarem.

 

 

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O mar arrastou a caixa até à aldeia até esta encalhar na areia. Dentro da caixa a população encontrou um santo Cristo pregado na cruz.

 

 

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A imagem foi tirada em procissão para a igreja e lá permanece como objeto de grande devoção.

 

 

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   Diz-se que lhe crescem os cabelos e a barba e por isso é chamado do Cristo da Barba Dourada. Não tive oportunidade de entrar dentro da igreja para o comprovar.

 

 

Santo Cristo de Fisterra
Santo da barba dourada
Veno de lonxe terra
Santo, para você ver o meu rosto.

 

fotos | Fisterra | junho'17

 

 

07
Jun17

Miró no Porto

 

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Mais importante do que a obra de arte propriamente dita é o que ela vai gerar. A arte pode morrer; um quadro desaparecer. O que conta é a semente. 


Joan Miró

 

 

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 A Fundação de Serralves mostrou pela primeira vez ao público as obras de Joan Miró propriedade do Estado Português. A exposição "Joan Miró: Materialidade e Metamorfose" encerrou ao público no passado domingo, no último dia da edição Serralves em Festa de 2017.

 

 

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Esta coleção com cerca de 80 trabalhos percorre seis décadas da sua carreira (de 1924 a 1981) identificando a natureza física dos suportes e a elaboração dos materiais como fundamentos da obra plástica de Miró.

 

 

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A arte de Miró emergiu com o movimento surrealista, uma das principais influências do século XX, que foi por excelência a corrente artística moderna da representação do irracional e do subconsciente.

 

 

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A mostra, que percorre o rés-do-chão e o primeiro andar da Casa de Serralves, é composta por:

 

 

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desenhos e outras obras sobre papel,

 

 

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  diversas pinturas em suportes distintos,

 

 

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trabalhos em tapeçarias e escultura,

 

 

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outros realizados com colagens,

 

 

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uma obra da série “Telas queimadas”,

 

 

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e pinturas murais.

 

 

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Uma exposição muito cativante que permitiu a um diversificado público um maior conhecimento da obra de um dos maiores artistas ibéricos.

 

 

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Um mito compreendido no abstrato sonhador mais rendido.

 

fotos | Exposição "Joan Miró: Materialidade e Metamorfose" - Casa de Serralves | junho'17

08
Mai17

o surf e a lenda

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Veado
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Mármore e Aço Corten
6,30m de altura


O Sítio da Nazaré, lugar de grande riqueza patrimonial, foi outrora muito povoado por veados. A célebre Lenda da Nazaré refere que Dom Fuas Roupinho caçava no Sítio e que, numa manhã de nevoeiro do século XII, se isolou dos companheiros quando perseguia um veado que se lançou no precipício. Na iminência de cair, o cavaleiro gritou pelo auxilio de Nossa Senhora da Nazaré. De imediato o cavalo estancou e cravou as patas traseiras na extremidade da arriba salvando Dom Fuas Roupinho. Nos últimos anos, a Praia do Norte da Nazaré tem sido o palco onde os surfistas descem as maiores ondas do planeta - existem registos de ondas de 30 metros. Nesta obra antropomórfica da autoria de Agostinho Pires e realizada pela escultora Adália Alberto (oferta ao Município da Nazaré) são visíveis as referências a estes dois momentos marcantes da História da Nazaré, enaltecendo o passado e elogiando o presente, ambos conjugados na escultura "Veado".

 

fotos | Nazaré | maio'17

 

24
Abr17

barco moliceiro

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O barco moliceiro foi um instrumento de trabalho na recolha de moliço, sendo que também designava o homem que apanhava o moliço e conduzia o próprio barco vivendo muitas vezes no mesmo.
Nenhum dos barcos da larga família etnográfica e longa ascendência tem a graça e o valor decorativo do moliceiro da Ria de Aveiro´.
Os barcos moliceiros são autênticas raridades que embelezam os canais da ria com o seu colorido garboso, proas e popas erguidas em poli cromo festival de pinturas ingénuas, deslizando com elegância sobre as águas enegrecidas e lodacentas.
Além destes, encontramos um moliceiro que permite sulcar as águas lagunares com recurso á sua imponente vela e com os mais diversos temas tradicionais tal como as cercaduras com motivos florais e marítimos.
Este construído de madeira de pinheiro bravo e manso com cerca de 14,70mt de comprimento e um mastro de 10,90mt com uma vela maior com uma área de 80m2, elegante e harmonioso tem contribuído para a preservação da identidade regional mantendo a tradição da construção naval lagunar.
Andar de moliceiro é uma excelente opção para a descoberta da ´Cidade da Água´.
Passeios turísticos de Moliceiro - Os passeios em moliceiros, algo semelhantes aos passeios de gôndola em Veneza, são parte da tradição local em Aveiro.
Junto ao Rossio estão ancorados diversos barcos moliceiros, onde é possível fazer passeios de algumas horas pela Ria, apreciando a cidade, as salinas e os diversos canais.

 

in Rota da Bairrada

 

fotos | Aveiro | abril'17

29
Mar17

a casa típica transmontana

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«As casas antigas são construídas de pedra, sendo os interiores sombrios. As paredes e os tectos das cozinhas são normalmente escuras como breu. As lareiras estão acesas grande parte do ano para cozinhar e aquecer e, de Novembro até Março, penduram-se por cima da lareira grandes quantidades de porco salgado e enchidos para serem fumados. As casas estão tão juntas que se perde a privacidade; com o simples abrir das portas da frente mostram-se imediatamente a qualquer passante as cozinhas e as salas.Os aposentos ficam no andar de cima e em baixo os estábulos, as arrumações de produtos agrícolas ou a adega.»  

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Subia-se ao primeiro andar pelas escaleiras exteriores de granito, ligadas à rua apoiando-se no corrimão. A casa do lavrador mais abastado era rodeada pelo espaço curral. Neste espaço, que rodeava a casa situava-se o cabanal, onde se guardava a lenha retirada do sequeiro, já partida e livre da chuva, e as alfaias agrícolas.

Era ainda o curral o lugar do recreio dos animais. Tinha uma grande fachada ou porta carral, de pelo menos três metros de altura para passarem livremente os carros de lenha ou de feno. É este amplo espaço que o lavrador chama os roussios.

 

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O espaço que ficava em falso sob as escaleiras, era aproveitado para o galinheiro. Ficava um buraco na parede para as galinhas entrarem, ao qual tinham acesso por uma tábua. Daqui surgiu a expressão popular de, todos os dias ao pôr-do-sol “ir fechar o buraco das pitas”.

Toda a parte superior da casa assentava sobre grossas traves.

Do cimo das escaleiras, passava-se à varanda de madeira, rodeada por um corrimão e situada geralmente a sul ou a nascente. É o espaço característico da casa que está a desaparecer nas novas construções. Ajudava a varanda a defesa dos ventos agrestes e regelados e do calor escaldante. Nela se secava a roupa estendida numa cana, se apanhava o sol, se expunham os cacos das malvas, craveiros e manjericos, e nas canículas se podia descansar a sesta e cerar ao fresco. Por isso, era larga para caber a mesa e os bancos, e a camarada de segadores, e coberta com a continuação do telhado.

No bordo, o seu pé direito não chegava, ás vezes, a dois metros de altura, para melhor resguardo.

Os beirais muito salientes, interiormente forrados com tábuas, são apoiados em pilares de madeira, espaçados. Há os balaústres de pedra trabalhada, ou simplesmente lisos, com tabuinhas cruzadas, num reticulado horizontal e vertical, sobreposto obliquamente, formando losangos, de grande efeito decorativo.

 

textos in  Ser Transmontano

 

fotos | Alagoa | Março'17

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