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andar por fora

Há pequenos instantes na vida que preenchem o momento. É preciso recomeçar a viagem. Sempre!

Há pequenos instantes na vida que preenchem o momento. É preciso recomeçar a viagem. Sempre!

andar por fora

23
Abr20

cada livro uma alma

sonia'g

0

 

Cada livro, cada volume que você vê, tem alma. A alma de quem o escreveu, e a alma dos que o leram, que viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro troca de mãos, cada vez que alguém passa os olhos pelas suas páginas, seu espírito cresce e a pessoa se fortalece.

Carlos Ruiz Zafón - A Sombra do Vento

foto | fique em casa* | abril'20

*e já lá vão 40 dias ❤

 

22
Abr20

só o ter flores pela vista fora

sonia'g

DSC05698

 

 

Só o ter flores pela vista fora
Nas áleas largas dos jardins exactos
          Basta para podermos
          Achar a vida leve.


De todo o esforço seguremos quedas
As mãos. brincando, pra que nos não tome
          Do pulso, e nos arraste.
          E vivamos assim.


Buscando o mínimo de dor ou gozo,
Bebendo a goles os instantes frescos,
          Translúcidos como água
          Em taças detalhadas,


Da vida pálida levando apenas
As rosas breves, os sorrisos vagos,
          E as rápidas caricias
          Dos instantes volúveis.


Pouco tão pouco pesarei nos braços
Com que, exilados das supernas luzes,
          Escolhermos do que fomos
          O melhor pra lembrar


Quando, acabados pelas Parcas, formos,
Vultos solenes de repente antigos,
          E cada vez mais sombras,
          Ao encontro fatal


Do barco escuro no soturno rio,
E os nove abraços do horror estígio,
           E o regaço insaciável
          Da pátria de Plutão.

 

Ricardo Reis

foto | fique em casa* | abril'20

*e já lá vão 39 dias ❤

21
Abr20

o som do silêncio

sonia'g

2

 

Os lugares que frequentamos e as pessoas que estão à nossa volta vão ficando invisíveis com o passar do tempo. Aos poucos, nossa atenção encontra novos alvos e a paisagem some, como somem os rostos e a realidade particular de cada um, até que não reste quase nada. E, no entanto, estão todos vivos a nosso lado, e o sol se põe de um modo que um dia nos pareceu tão bonito, e aquela mulher canta de um jeito que antes nos fascinava tanto. Esse mundo querido ficou invisível para nós porque nos acostumamos com ele – e acostumar-se quer dizer não mais notar, não ouvir e talvez amar um pouco menos. Mas toda a beleza perdida aparece outra vez quando abrimos os olhos e vemos tudo de novo – como da primeira vez.

Luiz Carlos Lisboa, “O som do silêncio”

 

foto | fique em casa* | abril'20

*e já lá vão 38 dias ❤

 

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