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andar por fora

Há pequenos instantes na vida que preenchem o momento. É preciso recomeçar a viagem. Sempre!

Há pequenos instantes na vida que preenchem o momento. É preciso recomeçar a viagem. Sempre!

andar por fora

24
Mai17

num campo de margaridas

sonia'g

lugar do ainda_março17_05

 

Sonhei que estavas dormindo
num campo de margaridas
sonhando que me chamavas,
que me chamavas baixinho
para me deitar contigo
num campo de margaridas.

 

No sonho ouvia o meu nome
nascendo como uma estrela,
como um pássaro cantando.

 

Mas eu não fui, meu amor,
que pena!, mas não podia,
porque eu estava dormindo
num campo de margaridas
sonhando que te chamava
que te chamava baixinho
e que em meu sonho chegavas,
que te deitavas comigo
e me abraçavas macia
num campo de margaridas.

 

Thiago de Mello

 

foto | Lugar do Ainda | março'17

07
Mai17

mãe...

sonia'g

16919233_ZFohS (1).jpeg

    

Mãe... São três letras apenas
As desse nome bendito
Também o céu tem três letras
E nelas cabe o infinito

 

Para louvar a nossa mãe,
Todo bem que se disser
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer

 

Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do CÉU
E apenas menor que Deus!

 

 

Mário Quintana

 

foto | Vila Praia de Âncora | maio'14 

13
Abr17

pede-se e dá-se: Dá?

sonia'g

 

P2230507.JPG

 

    

  
Beijo na face
Pede-se e dá-se:
        Dá?
Que custa um beijo?
Não tenha pejo:
        Vá!

 

Um beijo é culpa,
Que se desculpa:
        Dá?
A borboleta
Beija a violeta:
        Vá!

 

Um beijo é graça,
Que a mais não passa:
        Dá?
Teme que a tente?
É inocente...
        Vá!

 

Guardo segredo,
Não tenha medo...
        Vê?
Dê-me um beijinho,
Dê de mansinho,
        Dê!

 

Como ele é doce!
Como ele trouxe,
        Flor,
Paz a meu seio!
Saciar-me veio,
        Amor!

 

Saciar-me? louco...
Um é tão pouco,
        Flor!
Deixa, concede
Que eu mate a sede,
        Amor!

 

Talvez te leve
O vento em breve,
        Flor!
A vida foge,
A vida é hoje,
        Amor!

 

Guardo segredo,
Não tenhas medo
        Pois!
Um mais na face,
E a mais não passe!
        Dois...

 

João de Deus, Campo de Flores

 

foto | fevereiro'09

24
Mar17

um suave perfume

sonia'g

 

1.JPG

 

 

Alfazema...
Pelos Jardins eu corro vindo...
Pelos Jardins eu corro rindo...
E nas janelas, vasos brancos de porcelana...
Trazem mortas todas as rosas amarelas todas colheitas de outras eras no longo curso...
Alfazema...
a primavera vem surgindo...
Eu me levando a campos lindos me agasalhando nos caminhos onde Alfazema fez sorriso... e fez descer no Paraíso todos os anjos e suas cestas para as colheitas...
Alfazema...
Na primavera vem surgindo...
Pelos caminhos vou sorrindo...
E nas janelas, vasos brancos onde Alfazema fez sorriso...
E fez virar um Paraíso todas colheitas de outras eras do longo curso de Alfazema.

Letra da música de Carlos Walker

foto | Guimarães | abril'10

23
Mar17

de Foz d'Égua até Piodão

sonia'g

 

0.JPG

  Partindo de Foz d'Égua...

 

...a subida até ao Piodão é feita por um estreito caminho de terra e muitas pedras...

 

 ...serpenteando a encosta, com uma bonita panorâmica sobre a ribeira do Piodão.

 

 Ao longo do trilho podemos observar a natureza quase que em estado puro, com diversas espécies de fauna e flora típicas do local...

 

 ...bem como algumas casas abandonadas que relembram a atividade pastorícia.

 

DSC02988.JPG

 Enquanto percorremos o trilho, Piódão teima em permanecer escondido só mesmo no final podemos deslumbrar a sua bonita arquitectura envolvida numa moldura de um imenso verde.

 

33.JPG

 

 fotos | Piódão | março'17

 

18
Jan17

é imprescindível ter uma causa para lutar

sonia'g

P1080875.JPG

 


Era uma vez, numa terra distante, um sábio chinês e seu discípulo. Certo dia, em suas andanças, avistaram ao longe um casebre. Ao se aproximar, notaram que, a despeito da extrema pobreza do lugar, a casinha era habitada.
Naquela área desolada, sem plantações nem árvores, viviam um homem, uma mulher, seus três filhos pequenos e uma vaquinha magra e cansada. Com fome e sede, o sábio e o discípulo pediram abrigo por algumas horas. Foram bem recebidos. A certa altura, enquanto se alimentava, o sábio perguntou:
- Este é um lugar muito pobre, longe de tudo. Como vocês sobrevivem?
- O senhor vê aquela vaca? Dela tiramos todo o nosso sustento - disse o chefe da família.
- Ela nos dá o leite, que bebemos e também transformamos em queijo e coalhada. Quando sobra, vamos à cidade e trocamos o leite e o queijo por outros alimentos. É assim que vivemos.
O sábio agradeceu a hospitalidade e partiu. Nem bem fez a primeira curva da estrada, disse ao discípulo:
- Volte lá, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali em frente e atire-a lá pra baixo.
O discípulo não acreditou.
- Não posso fazer isso, mestre! Como pode ser tão ingrato? A vaquinha é tudo o que eles têm. Se eu jogá-la no precipício, eles não terão como sobreviver. Sem a vaca, eles morrem!
O sábio, como convém aos sábios chineses, apenas respirou fundo e repetiu a ordem:
- Vá lá e empurre a vaca no precipício.
Indignado porém resignado, o discípulo voltou ao casebre e, sorrateiramente, conduziu o animal até a beira do abismo e o empurrou.
A vaca, previsivelmente, estatelou-se lá embaixo.
Alguns anos se passaram e durante esse tempo o remorso nunca abandonou o discípulo. Num certo dia de primavera, moído pela culpa, abandonou o sábio e decidiu voltar àquele lugar. Queria ver o que tinha acontecido com a família, ajudá-la pedir desculpas, reparar seu erro de alguma maneira.
Ao fazer a curva da estrada não acreditou no que seus olhos viram. No lugar do casebre desmazelado havia um sítio maravilhoso, com muitas árvores, piscina, carro importado na garagem, antena parabólica. Perto da churrasqueira, estavam três adolescentes robustos comemorando com os pais a conquista do primeiro milhão de dólares. O coração do discípulo gelou. O que teria acontecido com a família? Decerto, vencidos pela fome foram obrigados a vender o terreno e ir embora. Nesse momento, pensou o aprendiz, devem estar mendigando em alguma cidade. Aproximou-se, então do caseiro e perguntou se ele sabia o paradeiro da família que havia morado lá há alguns anos.
- Claro que sei. Você está olhando para ela! - disse o caseiro, apontando as pessoas ao redor da churrasqueira.
Incrédulo, o discípulo afastou o portão, deu alguns passos e, chegando perto da piscina, reconheceu o mesmo homem de antes, só que mais forte e altivo, a mulher mais feliz, as crianças, que haviam se tornado adolescentes saudáveis. Espantado, dirigiu-se ao homem e disse:
- Mas o que aconteceu? Eu estive aqui com meu mestre uns anos atrás e este era um lugar miserável, não havia nada. O que o senhor fez para melhorar tanto de vida em tão pouco tempo?
O homem olhou para o discípulo, sorriu e respondeu:
- Nós tínhamos uma vaquinha, de onde tirávamos nosso sustento. Era tudo o que possuíamos, mas um dia ela caiu no precipício e morreu. Para sobreviver, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. E foi assim, buscando novas soluções, que hoje estamos muito melhor que antes...

 

foto | Ilha S. Miguel | abril'12

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