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andar por fora

Há pequenos instantes na vida que preenchem o momento. É preciso recomeçar a viagem. Sempre!

Há pequenos instantes na vida que preenchem o momento. É preciso recomeçar a viagem. Sempre!

andar por fora

08
Mar17

a Condessa Mumadona Dias

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No seu tempo, a Condessa Mumadona Dias foi a dama mais rica e poderosa do Noroeste Peninsular. Era filha dos Condes Diogo Fernandes e Onega, esposa do Conde Hermenegildo Gonçalves (filho dos Condes Gonçalo e Teresa, fundadores do Mosteiro de Carvoeiro na Galiza) de quem teve seis filhos: Gonçalo Mendes, Diogo Mendes, Ramiro Mendes, diácono, Onega Mendes, Nuno Mendes e Árias ou Ariano Mendes. Mumadona Dias foi a fundadora de Guimarães ao mandar erguer o Mosteiro em honra de Santa Maria e o Castelo.
Após a morte do marido em 928, a Condessa Mumadona Dias partilhou com os seus filhos os vastos domínios que o casal possuía. As terras de Guimarães ficaram com a sua filha Onega que era, na altura, religiosa. Mumadona funda aqui o Mosteiro de Santa Maria em 950 onde professou e ao qual doaria terras, gados, ornamentos de culto, livros de caráter religioso e outros rendimentos. Sabe-se hoje que este Mosteiro possuía uma notável e valiosa biblioteca.
Quando a sua filha Onega abandona a vida religiosa, Mumadona Dias concede-lhe outros bens em troca das terras de Guimarães e torna-se, assim, dona absoluta das mesmas.
No sentido de afirmar o seu poder e proteger o mosteiro e as suas gentes de ataques invasores dos Normandos que assolavam as costas portuguesas com muita regularidade, determinou a edificação de uma fortificação, na parte alta de Guimarães, à volta do qual se desenvolveu uma das duas vilas de Guimarães: a Vila de Cima ou a Vila do Castelo.
“(...)laboravimus castellum quod vocitant sanetum mames in locum predictum alpe latito quod est super huius monasterio constructum et post defensaculo huius sancto cenobio concedimus cum fratribus et sororibus in ipso monasterio persistentibus…”.
A referência é clara, e dá conta da necessidade de defender o Mosteiro recém-edificado. O castelo por sua vez erguia-se no local “previsto”, isto é, “alpe latito” ou Monte Latito.

 

in pduques.culturanorte.pt

 

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fotos | Guimarães | fevereiro'17

08
Mar17

toda mulher tem o direito

sonia'g

 

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Declaração dos Direitos Universais da Mulher

 

Toda mulher tem o direito de pensar por si mesma
sem precisar concordar com tudo que já foi dito.
Toda mulher tem o direito de menstruar em paz
sem precisar dar explicações a ninguém.
Toda mulher tem o direito de ser alguém, com idéias próprias
e ser dona do seu destino e do seu silêncio.
Toda mulher tem o direito de dizer bobagens e cometer erros
sucessivos até acertar, na poesia ou na vida.
Toda mulher tem o direito a comer o pão que o diabo amassou
desde que seja por amor.
Toda mulher tem o direito de ser querida, ao menos uma vez na vida
e de ouvir “eu te amo”, mesmo que seja mentira.
Toda mulher tem o direito de tentar e realizar, querer e fazer,
casar e descasar, experimentar e ousar.
Toda mulher tem o direito de decidir se tem ou não um filho
Principalmente antes de fazê-lo.
Toda mulher tem o direito pleno e absoluto do seu corpo
podendo inclusive envelhecer com ou sem cirurgia plástica.
Toda mulher tem o direito aos seus cabelos brancos, mesmo que os pinte.
Toda mulher tem direito a ter medo de cobra, aranha, barata, rato e fotógrafos.
Toda mulher tem direito ao recato de não precisar expor seus segredos.
Toda mulher tem direito a ter segredos.
Toda mulher tem o direito de dizer Não, seja ao marido, à amiga ou ao patrão.
Toda mulher tem direito a ter um caso de amor, seja lá com quem for.
Toda mulher tem direito a gostar de seda e cetim,
de vinho, whisky, vodka ou gim.
Toda mulher tem direito a uns quilinhos a mais nos quadris.
Toda mulher tem direito a “fechar” o trânsito,
desde que seja funcionária do Detran.
Toda mulher tem direito a gastar mais do que pode, uma vez por ano.
Toda mulher tem direito a férias de si mesma, para o seu próprio bem
e dos outros também.
Toda mulher tem direito a uma cama macia, em boa companhia,
seja de noite ou de dia.
Toda mulher tem o direito de sonhar.
Toda mulher tem o direito de ser única.
Revogam-se as disposições em contrário.

 

Ilma Fontes

 

foto | Ilha do Sal | agosto'14

07
Mar17

o desaparecido

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Tarde fria, e então eu me sinto um daqueles velhos poetas de antigamente que sentiam frio na alma quando a tarde estava fria, e então eu sinto uma saudade muito grande, uma saudade de noivo, e penso em ti devagar, bem devagar, com um bem-querer tão certo e limpo, tão fundo e bom que parece que estou te embalando dentro de mim. Ah, que vontade de escrever bobagens bem meigas, bobagens para todo mundo me achar ridículo e talvez alguém pensar que na verdade estou aproveitando uma crônica muito antiga num dia sem assunto, uma crônica de rapaz; e, entretanto, eu hoje não me sinto rapaz, apenas um menino, com o amor teimoso de um menino, o amor burro e comprido de um menino lírico. Olho-me no espelho e percebo que estou envelhecendo rápida e definitivamente; com esses cabelos brancos parece que não vou morrer, apenas minha imagem vai-se apagando, vou ficando menos nítido, estou parecendo um desses clichês sempre feitos com fotografias antigas que os jornais publicam de um desaparecido que a família procura em vão. Sim, eu sou um desaparecido cuja esmaecida, inútil foto se publica num canto de uma página interior de jornal, eu sou o irreconhecível, irrecuperável desaparecido que não aparecerá mais nunca, mas só tu sabes que em alguma distante esquina de uma não lembrada cidade estará de pé um homem perplexo, pensando em ti, pensando teimosamente, docemente em ti, meu amor.

 

Rubem Braga

 

foto | Guimarães | fevereiro'17

07
Mar17

a Capela de Santa Vera Cruz

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A Capela de Santa Vera Cruz, considerada Imóvel de Interesse Público, está situada nas proximidades do Castelo de Guimarães, na antiga Rua de Santa Cruz. Foi construída no século XVII e é um templo maneirista de planta rectangular com uma só nave precedida por um alpendre e capela-mor.

 

in Guimarães Turismo

 

 

fotos | Guimarães | fevereiro'17

06
Mar17

a realidade das coisas

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A espantosa realidade das coisas
é a minha descoberta de todos os dias.
E é difícil explicar a alguém o quanto isso me alegra
e o quanto isso me basta.

 

Fernando Pessoa

 

fotos | Guimarães | fevereiro'17

05
Mar17

alma

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O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que se não sente bem onde está, que tem saudades... sei lá de quê!


Florbela Espanca

 

foto | S. Torcato - Guimarães | fevereiro'17

03
Mar17

alaranjado

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No campo seco, a crepitar em brasas,
dançar as últimas chamas da queimada,
tão quente que o sol pende no ocaso,
bicado,
pelos sanhaços das nuvens,
para cair, redondo e pesado,
como uma tangerina temporã madura...

 

João Guimarães Rosa

 

foto | Guimarães | fevereiro'17

03
Mar17

o medo

sonia'g

 

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Que não te domine o medo,
esse constante companheiro.

 

O medo do escuro
e o medo da dor.

 

O medo de amanhã
ou da hora seguinte.

 

O medo de partir
e o medo de chegar.

 

O medo de algo
que quebre a rotina.

 

O medo do silêncio
e o medo do ruído.

 

O medo da solidão
e o das multidões.

 

O medo do diferente
e também do igual.

 

O medo de viver
e o medo da morte.

 

O medo de tudo,
que afinal é nada.

 

Torquato da Luz

 

foto | Guimarães | fevereiro'17

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