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andar por fora

à descoberta da plenitude de um instante eternizando o momento que passa

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um santo e uma fonte

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S. Torcato natural de Toledo, descendia da nobre família romana denominada Torquatus romanus. Durante toda a sua juventude, foi marcado pelas suas virtudes, que continuaram mesmo depois de exercer as funções de Arcipreste na Sé de Toledo. Isto levou a um enorme reconhecimento por parte da Igreja que o aclamou Bispo de Iria Flávia, na actual Galiza. No XVI Concílio de Toledo, em 693, demonstrou eloquência e firmeza de fé, pelo que foi aclamado arcebispo de Braga e pouco tempo depois do Porto e de Dume.

Refere a história que em 711 os muçulmanos entram a sul da península ibérica, Muça, que era o general enviado de Tarik para conquistar toda esta região e espalhar o culto a Alá e Maomé, encontrou a resistência do arcebispo Torcato que disposto a lutar e a defender as suas crenças, enfrentou com os seus companheiros o exercito enraivecido de Muça.

O arcebispo fez um discurso, após o qual Muça desembainha a espada e desfecha com um golpe fatal Torcato fazendo o mesmo aos companheiros. Segundo a lenda tudo aconteceu a 26 de Fevereiro de 719 ou de 715. De acordo com a mesma lenda, o seu corpo foi encontrado íntegro num bosque, no meio das silvas e de um monte de pedras de onde brotou uma fonte caudalosa que ainda hoje se conserva, conhecida como Fonte de São Torcato (Fonte do Santo) de conhecidas águas medicinais.

De acordo com Armindo Cachada (JN, 16/05/03), assim relatou uma devota sobre a descoberta do corpo do santo “Não sabiam que era ele… Só quando um homem deu uma sacolada na cara do santo – ainda tem a marca – é que se ouviu uma voz: “Cuidado que está aqui Torcato». Retiraram o corpo, mas não havia água para o lavar. Brotou, então, milagrosamente, uma fonte, que ainda hoje jorra abundantemente.”

No local foi construída uma capelinha em honra do santo, que se encontra hoje sepultado em câmara de vidro, no Santuário de São Torcato.

Igualmente nos dias de hoje, S. Torcato é venerado como o Padroeiro da dor de cabeça e, por isso, os devotos põe o chapéu do Santo na cabeça.

À terra que seria de Santa Maria, por ter um mosteiro dedicado a Santa Maria, passou então a denominar-se de S. Torcato. Segundo os manuscritos, esta referência aparece no testamento de Mumadona Dias.

A 20 de Junho de 1049, o couto de S. Torcato foi dado ao Mosteiro de Mumadona, então conhecido pelo Mosteiro de Guimarães, pelo Rei D. Fernando e pela sua esposa a Rainha D. Sancha. Em 1173, o Mosteiro de S. Torcato foi desanexado da Colegiada e nesse mesmo ano em Abril, o Rei D. Afonso Henriques dou carta de couto ao prior de s. Torcato, D. Paio.

O Papa Inocêncio V, a 15 de Maio de 1276, conferiu por Bula o Mosteiro de S. Torcato sobe a regra de Sto. Agostinho. Esta Bula permitiu saber nos dias de hoje, que o mosteiro possuía a Igreja de Sto. Emilião de Riba D´Ave e terras dos bispados de Braga, Porto, Lamego e Viseu.

Sabe-se ainda, através de uma carta passada pelo rei D. Afonso IV, que o Couto de S. Torcato foi judiciado em 1836 ao Mosteiro de S. Torcato. A localidade foi elevada à categoria de Vila em 21 de Junho de 1995.

 

Junta de Freguesia de S. Torcato

 

 

foto | S. Torcato - Guimarães | fevereiro'17