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andar por fora

à descoberta da plenitude de um instante eternizando o momento que passa

andar por fora

à descoberta da plenitude de um instante eternizando o momento que passa

noite morta

 

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Noite morta.
Junto ao poste de iluminação
Os sapos engolem mosquitos.

 

Ninguém passa na estrada.
Nem um bêbado.

 

No entanto há seguramente por ela uma procissão de sombras.
Sombras de todos os que passaram.
Os que ainda vivem e os que já morreram.

 

O córrego chora.
A voz da noite...
(Não desta noite, mas de outra maior.)

 

Manuel Bandeira

 

foto | Quinta da Terrincha | março'17