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andar por fora

à descoberta da plenitude de um instante eternizando o momento que passa

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A cama do mouro

Lenda da Moura Encantada de Evoramonte.

 

 

 

 

"D. Afonso Henriques para alargar o território conquistou muitas terras aos mouros e, entre elas, Evoramonte. Os mouros que habitavam a vila foram feitos prisioneiros e, entre estes, uma linda menina nobre, cujo casamento com um rico e nobre cavaleiro estava havia muito tempo marcado para esse dia em que inesperadamente Evoramonte foi assaltada. Esta circunstância impediu que se realizasse o sonho dos dois amantes porque, primeiro que tudo, a pátria em perigo precisava do braço valente do nobre cavaleiro.

Os mouros que naquele dia não caíram no campo de batalha, uns foram aprisionados e outros fugiram, entre estes o jovem apaixonado. Não pode a linda noiva resistir por muito tempo sem saber novas do seu amado e, passado pouco tempo, morreu.

No dia imediato a este triste acontecimento as vigias, que a essa hora estavam nas muralhas, viram, no sítio que é hoje conhecido por Alpedriches, sobre uma rocha em forma de leito, um homem que parecia adormecido. A curiosidade levou-os lá e viram que era o jovem noivo da bela agarena que tinha falecido na véspera. Ele também estava morto, o desventurado.

A desdita do mouro comoveu os nossos que lhe deram sepultura junto à da sua linda noiva e assim os dois amantes alcançaram na morte o que a vida lhes negara - a união.

A rocha aonde foi encontrado chama-se desde então, e por esse facto, a cama do mouro.

Diz-se ainda que a moura, na noite de S. João à meia noite, aparece no poço do clérigo penteando as suas louras tranças e entoando uma triste e dolente canção de amor."

 

FOTO:
Evora Monte
Agosto'12

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