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andar por fora

à descoberta da plenitude de um instante eternizando o momento que passa

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origens

Capela de Nossa Senhora da Rocha.

 

 

 

 

"Subsistem muitas dúvidas acerca das origens da capela de Nossa Senhora da Rocha, bem como do presumível forte que, inicialmente, aqui existiu....

 

A actual configuração do templo é de difícil catalogação. Por um lado, reaproveitaram-se capitéis tardo-antigos, o que pressupõe uma construção em plena Alta Idade Média. Por outro, as sucessivas obras de embelezamento e de pintura, a par da inexistência de escavações arqueológicas, impossibilitam uma mais rigorosa análise do monumento, o que contribui para as dificuldades de datação e de contextualização estilística da obra.
...
A capela compõe-se de dois espaços essenciais: um narthex rectangular, aberto ao exterior por uma arcada tripla assente em colunas e dois capitéis coríntios datáveis dos séculos III-IV, altura a que devem corresponder também as bases das colunas; e o corpo, quadrangular e coberto por uma cúpula oitavada dominante, sem paralelos aparentes na restante arquitectura religiosa regional. No interior, esta cúpula é coberta por tecto de madeira e articula-se com o retábulo moderno, tripartido, que se ajusta à parede nascente.
...
Parcialmente restaurada pela DGEMN, na década de 60 do século XX, o local continua a aguardar um projecto de investigação coerente e alargado, que permita responder às múltiplas questões que se colocam sobre este insólito monumento."

 

texto retirado do IGESPAR

 

 

FOTO:

Porches

agosto'13

pontinha da Rocha

Lenda da Capela Nossa Senhora da Rocha

 

 

 

 

 

"...Quando a capela começou a ser construída os homens dos trabalhos que tinham as ferramentas deles e todas aquelas coisas começavam as escavações num determinado sítio, e todos os dias deixavam as coisas naquele mesmo local. No outro dia quando voltavam para recomeçar a trabalhar não estava ali nada, e estava mais abaixo, mais na pontinha da Rocha. Eles agarravam nas peças, nas ferramentas todas, nas enxadas, naquelas coisas todas e começavam os trabalhos no sítio que estava destinado para construir a capela. Chegado ao fim do dia voltavam a fazer a mesma coisa, deixavam as ferramentas. Quando regressavam no dia seguinte estava tudo novamente lá em baixo, na pontinha da Rocha. Isto aconteceu durante uma semana inteira. Pronto, chegaram à conclusão de que realmente havia ali qualquer força maior, que fazia com que… dava a entender que a capela não podia ser construída ali naquele sítio. A Nossa Senhora não queria a capela ali. Construíram a capela então no sítio onde as ferramentas estavam a aparecer todos os dias. E a partir da altura em que eles deixaram de fazer as escavações no outro local, as ferramentas nunca mais desapareceram, nunca mais mudaram de sítio..."

  

texto retirado do Arquivo Português de Lendas 

 

 

FOTO:

Porches

agosto'13

fogo

 

 

 

 

 

 

Faísca luminar da etérea chama
Que acendes nossa máquina vivente,
Que fazes nossa vista refulgente
Com eléctrico gás, com subtil flama:

A nossa construção por ti se inflama;
Por ti, o nosso sangue gira quente;
Por ti, as fibras tem vigor potente,
Teu vivo ardor por elas se derrama.

Tu, Fogo animador, nos vigorizas,
E à maneira de um voltejante rio,
Por todo o nosso corpo te deslizas.

O homem, só por ti tem força e brio
Mas, se tu o teu giro finalizas,
Quando a chama se apaga, ele cai frio.

Francisco Joaquim Bingre, in 'Sonetos'

 

 

FOTOS:

Porches

agosto'13

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